Que farei eu com esta espada?

cinema
8 junho a 29 junho 2024
Cinemateca Portuguesa - Museu do Cinema
Que farei eu com esta espada?

Depois da interrupção de abril e maio com uma programação reforçada dedicada aos 50 anos do 25 de Abril, prosseguimos o programa lançado em janeiro pela Cinemateca para acompanhar essas comemorações ao longo de 2024 com mais uma vintena de filmes distribuídos pelos quatro eixos temáticos desta celebração: Liberdade, Revolução, Comunidade e Futuro.

Liberdade
O eixo liberdade regressa em junho com Chaplin e a liberdade de movimentos do vagabundo Charlot (uma sessão que cruza a programação Júnior) e do andarilho Robert Kramer, num filme americano anterior à incursão portuguesa que, na sua obra, acompanhou a revolução de 1974; com a liberdade experimental de Marcel Duchamp, Man Ray, Maya Deren, Kenneth Anger e o olhar livre de Peter von Bagh no filme-montagem Socialismo.

Revolução
Mais seis abordagens cinematográficas de temas revolucionários. Duas visões americanas da revolução russa de 1917, as de Cecil B. DeMille e Warren Beatty, separadas por mais de cinco décadas. O filme em que Koji Wakamatsu analisa,
com secura e frieza, o harakiri dos movimentos revolucionários japoneses das décadas de 1960 e 1970. Le Vent d’Est, um dos melhores filmes saídos da “oficina” do Grupo Dziga Vertov. O imenso La Commune, reconstituição por Peter Watkins da história da Comuna de Paris em 1871. E Pink Narcissus, um clássico do cinema queer, livre, provocador, uma revolução em si mesmo.

Comunidade
Em junho reunimos comunidades rurais cuja solidariedade se revela essencial em plena Grande Depressão; comunidades cinematográficas que se fundem com as comunidades agrícolas que documentam (as produções Ogawa, no Japão), ou uma comunidade lisboeta confrontada com um momento de grande transformação. Mas também comunidades cinéfilas, como a retratada por Louis Skorecki, com os seus códigos e regras tão próprias. Todas elas comunidades que, face aos momentos de grande provação, revelam como a cooperação é o único caminho para fazer face ao futuro.

Futuro
Em junho, o eixo Futuro organiza-se em torno da noção de “destino”. Ora pelas vias da ficção científica, ora pelos inexplicáveis efeitos da fantasia, ora pela cinefilia, ora ainda pela violência do recalque, somos levados a adivinhar o futuro a partir da reescrita do passado: desde a funesta memória de infância de La Jetée até aos jogos de verdade de Fassbinder, passando pela leitura da sina como tropo cinematográfico. (Cinemateca Portuguesa)

Programa integral aqui

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