Pedro Vaz

Uma pedra, um ser

artes
22 maio a 27 julho 2024
vários horários
Fundação Leal Rios
Pedro Vaz

De Outro Preto a Paraty. Das minas aos navios. A chamada “Estrada Real” ou “Caminho do Ouro” foi construída por pessoas escravizadas entre os séculos XVII e XIX a partir das trilhas dos índios Guaianás. Um caminho de exploração militar, carregada de violência colonial. Despojada do seu uso comercial, apenas uma pequena parte dela está desmatada atualmente.

É esse trecho que o artista Pedro Vaz percorre a pé, alguns séculos depois. Um processo que começa por entrar na chamada “mata atlântica”, aquela selva densa característica das latitudes tropicais, até chegar a zonas mais secas e rochosas perto da localização das antigas minas, um território muito explorado e modificado pela pegada humana. Vaz constrói uma narrativa a partir de fotografias tiradas por ele próprio, às quais se sobrepõe uma voz.

A voz narra esta viagem de uma forma histórica e analítica, que por sua vez invoca como metáfora a exploração humana de qualquer território ao longo do tempo. Neste trabalho o contexto geopolítico carece de imagens que o descrevam, a história detém-se nas árvores, nas plantas e na estrada onde a violência não é exercida, mas está implícita.

A obra A Natureza do Deslumbre (2022) é um exemplo a complexidade com que, tanto consciente como intuitivamente, o artista aborda as paisagens naturais com que trabalha.
Rosa Lleó

Quinta a sábado, das 14h30 às 19h (última entrada 18h30)


Ficha técnica:

Curadoria de Rosa Lléo

Local: