Franck, Mozart, Fauré

Homenagem às vítimas mortais da Covid-19

música
18 julho 2020
sáb: 21h30
Palácio Nacional da Ajuda
Franck, Mozart, Fauré

A iniciar o concerto, uma delicada visão musical na obra de César Franck, um Ave Maria escrito precisamente na época do conhecido Panis angelicus. Surgirá depois um Sancta Maria, mater Dei, Kv 273, de Mozart, ato de consagração da Virgem que entrou no catálogo do compositor a 9 de setembro de 1777. O manuscrito diz que é um mottetto. Foi escrito em Salzburgo, poucos dias antes da viagem que Mozart, então com 21 anos, efetuou a Augsburg, Mannheim e Paris, na companhia da mãe, que faleceria na capital francesa. O Requiem de Gabriel Fauré foi escrito entre 1887 e 1890. Apesar de ser imediatamente conotada com a morte, é uma peça que não se baseia em qualquer ideia de medo ou terror, mas antes privilegia ambientes celestiais, angélicos e delicados: termina com um In Paradisum. O foco desta obra é também o consolo e, por isso mesmo, toda a terrível sequência do Dies irae é omitida e substituída pela luminosa secção do Pie Jesu, confiada ao soprano. A primeira versão da peça foi estreada na Igreja de La Madeleine em Paris, em 1888.

Ficha técnica:

Coro TNSC.
Direção musical - Joana Carneiro
Soprano - Alexandra Bernardo
Barítono - Luís Rodrigues
Elementos do Coro do Teatro Nacional de São Carlos
Maestro titular - Giovanni Andreoli
Elementos da Orquestra Sinfónica Portuguesa
Maestrina titular - Joana Carneiro

Local: