Wordsworth 250

Exposição e Congresso

literatura
3 novembro a 4 dezembro 2020
vários horários
Biblioteca Nacional de Portugal
Wordsworth 250

A infância do grande poeta romântico William Wordsworth (1770/1850) vivida na paisagem natural de Lake District foi uma experiência intensamente feliz cuja memória moldaria a sua obra literária. Contudo, a sua poesia não é apenas uma mera evocação da natureza, mas o produto de alguém que, através do “coração e da mente”, procura o elo profundo entre as paixões humanas e a beleza das formas permanentes da natureza. O poeta pretende entender melhor a humanidade mediante uma “apreensão visionária” daquilo a que chama “a forma das coisas”. No poema As Mesas Voltadas escreve: “Um ímpeto de bosque vernal / Pode ensinar-te mais / do Homem, do bem, da moral / Do que sábios e tais.” A Ode: Sugestões de Imortalidade termina com os seguintes versos: “Pra mim a flor mais simples tem em si / Meditações profundas mais que as lágrimas”. Para assinalar o 250º aniversário do nascimento daquele que é um dos mais famosos poetas britânicos, organizam-se um congresso de um dia, a 3 de novembro das 16h às 19h, e uma pequena mostra dedicada às traduções e edições da obra do bardo romântico em Portugal, patentes durante um mês a partir da data do Congresso. Estudiosos e tradutores portugueses da sua obra reúnem-se para analisar a vida, a obra e o legado intelectual, literário e até turístico de William Wordsworth e do seu círculo de amigos e familiares.

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