Cidades de Papel

Separatas e Construções de Armar

artes
25 junho a 31 dezembro 2020
vários horários
Biblioteca Nacional de Portugal
Cidades de Papel

As separatas das publicações infantis, hoje quase esquecidas, são como os brindes do bolo-rei: uma oferta adicional no interior dos fascículos, um hábito construído ao longo da publicação e que constituía um fator de diferenciação da revista na eterna luta pela preferência dos leitores.

As revistas, em particular, as de histórias aos quadradinhos, começaram a oferecer separatas simples e de pequeno formato a partir de 1903 com O Gafanhoto. Mas seria o ABCzinho que, pela mão de Cottinelli Telmo, atingiria, em 1921, uma qualidade e beleza extraordinárias em construções litografadas a duas cores, que integraram a primeira série da revista. No final da década de 1920 também os jornais passaram a incluir separatas, por vezes com construções de armar.

Os anos 80 marcam o final das revistas de banda desenhada, das separatas e das construções de armar. No entanto, as construções continuaram a ser produzidas, em particular, pela Agência Portuguesa de Revistas e são várias as marcas e casas comerciais que ainda hoje as oferecem às crianças. A chegada dos álbuns de BD também incentivaram as construções de armar e José Garcês, um dos maiores ilustradores portugueses, desenhou para as Edições ASA um conjunto de casas regionais e de monumentos portugueses: o Mosteiro da Batalha, o Mosteiro dos Jerónimos, e a Torre de Belém, além de uma caravela, todos em grande formato.

Segunda a sexta, das 9h30 às 19h30, sábado, das 9h30 às 17h30


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