4 coreógrafos/ 4 obras

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8 fevereiro a 1 março 2021
4 coreógrafos/ 4 obras

Uma seleção da Agenda Cultural de Lisboa de quatro obras de quatro grandes coreógrafos: Alain Platel, Akram Khan, Sasha Waltz e Merce Cunningham. Para ver online a qualquer hora.

C(H)OEURS (2012), de Alain Platel 
Em C(H)OEURS, um dos maiores projetos concebidos pelo coreógrafo belga Alain Platel, em conjunto com os bailarinos e o coro do Teatro Real de Madrid, questiona-se sobre “quão perigosamente belo” pode ser um grupo de pessoas. O espetáculo procura estabelecer uma relação entre os nacionalismos do século XIX, pressentidos nas óperas de Verdi e Wagner, e a tendência atual em que as nações se fecham cada vez mais sobre si mesmas. O resultado transporta para o palco mais de 80 cantores, bailarinos e músicos. A estreia teve lugar a 12 de março de 2012, no Teatro Real de Madrid.
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FATHER: VISION OF THE FLOATING WORLD (2020), de Akram Khan
Os pais de Akram Khan são originários do Bangladesh. Ele cresceu a ouvir os elementos da família a contarem histórias da guerra de libertação do país, em particular um tio que combateu pela liberdade. Este trabalho coreográfico inspira-se nesses relatos e no discurso do Sheikh Mujibur Rahman, que veio a tornar-se o primeiro presidente do Bangladesh. O coreógrafo convidou o compositor Vincenzo Lamagna para criar a música deste seu novo trabalho. A obra, com a duração de cerca de 8 minutos, presta homenagem ao Sheik Mujib, no centenário daquele que ficou conhecido como o Pai da Nação.
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FIGURE HUMAINE (2017), de Sasha Waltz
No início de 2017, em resposta a uma encomenda da Elbphilharmonie de Hamburgo, a companhia Sasha Waltz & Guests apresentou-se com uma instalação coreográfica, Figure Humaine (a partir da cantata de Francis Poulenc com o mesmo nome), que se destinava à exploração por intermédio da música e do movimento das magníficas áreas deste novo espaço. O trabalho teve por protagonistas cerca de 80 elementos, entre músicos, cantores, e bailarinos. O momento pretendia assinalar o começo de um novo ano, de um tempo novo, num espaço a inaugurar, aberto também a um novo espírito de liberdade.
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POND WAY (1998), de Merce Cunningham
Pond Way é um dos estudos da natureza da autoria deste coreógrafo norte-americano. Nele se evoca o efeito da propagação de círculos concêntricos na água, através da forma como os bailarinos se deslocam no palco. Cada movimento obedece a uma sequência rigorosa que remete para as memórias de criança de Cunningham, quando se distraía atirando pedras a um lago. Suzanne Gallo desenhou o guarda-roupa branco de formas leves, largas e arejadas. O décor em fundo, sugerindo bolhas de água, é baseado na pintura Landscape with Boat, de Roy Lichtenstein. Brian Eno contribuiu com a paisagem sonora.
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