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No País do Cinema

cinema
17 agosto a 15 setembro 2021
ter: 21h30; qua: 21h30
Polo Cultural Gaivotas | Boavista
No País do Cinema

A rubrica No País do Cinema, desenvolvida pela associação Os Filhos de Lumière e presença habitual no Lusco-fusco, mantém as suas exibições no Polo Cultural das Gaivotas

Programa:

17 agosto
Hiroshima, Meu Amor
De Alain Resnais
França| 1958 | 90′ | Preto e Branco
Uma atriz francesa, que roda em Hiroshima um filme sobre a paz, apaixona-se por um Japonês. Este amor impossível faz lembrar o seu primeiro amor: tinha 18 anos em Nevers, em França, em 1944. O jovem soldado alemão que amava foi morto pelos combatentes da Resistência. A ela raparam-lhe o cabelo e os pais esconderam-na numa cave. Partilhar esta recordação com o amante japonês aproxima-os ainda mais. A primeira longa-metragem de ficção de Alain Resnais é um dos maiores clássicos da História do Cinema.

18 agosto
A Vingança de Uma Mulher
De Rita Azevedo Gomes
Portugal | 2011 | 100′ | Cor
Roberto é um desses homens para quem a simulação é a maior arte. Um dandy! dirão uns. Um libertino! dirão outros. Seja como for, é um homem impassível, indecifrável…e enigmático! Mas a verdade é que no seu íntimo Roberto sente um profundo tédio. O tédio de quem já esgotou todos os prazeres desta vida. A única coisa capaz de o espantar é o facto de já nada o espantar. No entanto… uma noite, um inesperado encontro com uma mulher deixa-o completamente transtornado.

24 agosto
A Costa dos Murmúrios
De Margarida Cardozo
Portugal | 2004 | 120′ | Cor
No final dos anos 60, Evita chega a Moçambique para casar com Luís, estudante de matemática que ali cumpre serviço militar. Evita rapidamente se apercebe que Luís já não é o mesmo e que, perturbado pela guerra, se transformou num triste imitador do seu capitão, Forza Leal. Perdida num mundo que não é o seu, Evita apercebe-se da violência de um tempo à beira do fim. Um tempo de guerra, de perda e de culpa.

25 agosto
A Luz Teimosa
De Luis Alves de Matos
Portugal | 2010 | 75′ | Cor e P/B
O mundo de Fernando Lemos é um mundo ferozmente despojado de qualquer lógica externa, dizia Jorge de Sena. O seu multifacetado gesto artístico confunde-se com a própria existência onde o princípio poético está antes de tudo. E é através da luz que teima em entrar através da porta semicerrada, que se vence o medo da vida no combate travado com a morte. E assim nasce cada palavra dentro de outra palavra e cada imagem dentro de cada imagem. “De quantas facas se faz o amor?”, pergunta o poeta.

31 agosto
Se a Memória Existe
De João Botelho
Portugal | 1999 | 25′ | Cor
O 25 de Abril, 25 anos depois, visto por alguns dos seus principais protagonistas. Conta com a participação de Vasco Gonçalves, Otelo Saraiva de Carvalho, Matos Gomes e Sanches Osório. A História desenrola-se em volta de uma menina, a quem estes vão emprestar a memória de Abril.

Outro País
De Sérgio Tréfaut
Portugal | 1998| 70′ | Cor
A revolução Portuguesa (1974-75) vista através dos olhares de alguns dos mais importantes fotógrafos e cineastas que testemunharam o evento. Quais eram os seus sonhos e expetativas? O que ficou do sonho da revolução? Um documentário que reúne arquivos históricos excecionais.

1 setembro
Comboio de Sombras
De José Luis Guerín
Espanha | 1997 | 88′ | Cor
Uma silenciosa homenagem aos primórdios do cinema, Comboio de Sombras recria o desaparecimento de um fotógrafo francês na década de 1920.

7 setembro
Tio Tomás, A Contabilidade dos Dias
De Regina Pessoa
Portugal | 2019 | 13′ | Cor
“A partir das memórias afetivas e visuais da minha infância, este filme pretende ser uma homenagem ao meu tio Tomás, um homem humilde e um pouco excêntrico que teve uma vida simples e anónima. Com este filme eu gostaria de testemunhar como não é preciso ser-se alguém para ser excepcional na nossa vida.” Regina Pessoa

A Toca do Lobo
De Catarina Mourão
Portugal | 2015 | 102′ | Cor
Todas as famílias guardam segredos. A minha não é exceção. Primeiro descubro um velho filme de 9.5 mm, depois redescubro os velhos álbuns de infância da minha mãe onde as fotografias me parecem todas ilusões ópticas. Mais tarde o meu avô, que nunca conheci, revela-se e fala comigo num estranho programa de televisão. Nesta viagem quero desvendar os segredos da minha família durante a ditadura, que envolvem mistérios que foram passando de geração em geração. Entre passado e presente procuro reinterpretar velhas memórias e descobrir novas verdades, lutando contra o silêncio e as portas fechadas.

8 setembro
O Último Porto – Além das Pontes
De Pierre-Marie Goulet
Portugal | 2019 | 87’30” | Cor
O Último Porto procura concretizar em imagens e sons o sentimento de uma analogia subterrânea, sem dúvida em parte subjectiva, a partir de dados topográficos e culturais portugueses e turcos, evocando também a permanência silenciosa da cultura muçulmana na cultura portuguesa. “Descendo o rio, virando a Leste, vai-se ter a uma cidade vibrante, cheia de gatos e enigmas, misérias e riquezas, girando sobre si mesma, cruzada e unida por pontes, e, como poucas outras, por terra e por água, uma confluência. Subindo o rio, o destino é outro. O silêncio da cal, a respiração ouvida, a proximidade do trigo e da oliveira, desde logo o saber árabe, trazem à margem uma outra toada quotidiana”. Sérgio Godinho – Texto de “O Último Porto”

14 setembro
Close Up
De Abbas Kiarostami
Irão | 1990 | 93′ | Cor
A história gira em torno de Hossain Sabzian, um jovem e modesto empregado de uma tipografia, que é também um cinéfilo apaixonado pela obra do realizador Mohsen Makhmalbaf, e que se faz passar por ele junto de uma família. Quando a sua burla é descoberta, Sabzian é preso e julgado por tentativa de fraude. Kiarostami visitou Sabzian na prisão, e obteve permissão para filmar o seu julgamento. O resultado é este impressionante filme que levanta questões sobre o trabalho e a vida, e ainda sobre o próprio cinema e a sua vivência no Irão.

15 setembro
O Caminho Perdido
De Teresa Garcia
Portugal | 2005 | 23′ | Cor
Um rapazinho de sete anos perde-se numa floresta. O medo cresce à medida que a noite vai espalhando as suas sombras e os habitantes da floresta começam a acordar. É então que ele encontra um velho que lhe diz estar também ele perdido. O rapazinho cansado e a tremer de medo dá a mão ao velho e caminham juntos pelo interior da floresta labiríntica…

Morangos Silvestres
De Ingmar Bergman
Suécia | 1957 | 89′ | Preto e Branco
Um professor jubilado (a homenagem perfeita a Sjöström, que Bergman já filmara em Rumo à Felicidade) evoca o seu passado durante a viagem para a cerimónia. O encontro dos dois nomes maiores do cinema sueco, o clássico Sjöström e o moderno Bergman (que tanto foi beber ao primeiro), numa das mais belas meditações sobre a vida e a velhice que o cinema nos deu. A viagem para o jubileu transmuta-se na vertigem de uma revisitação ao passado que coincide com o tempo presente e o tempo futuro, fazendo conviver o realismo com um onirismo absolutamente perturbador.

Entrada livre e reserva obrigatória através do e-mail [email protected]


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