Companhia de Teatro O Sonho

Temporada 2020/2021

teatro
2 novembro 2020 a 28 junho 2021
Espaço Sonho
Companhia de Teatro O Sonho

Espetáculos para escolas ou outros grupos organizados para a temporada 2020/2021.

Auto da Barca do Inferno
de Gil Vicente
Espetáculo burlesco onde a junção das artes circenses, da dança, canto e interpretação, tem sido o segredo do seu êxito. O “Auto da Barca do Inferno” é uma peça de riqueza excecional, desenrolando-se em vários planos e dilatando-se em várias dimensões. É uma evocação de certos tipos sociais do Portugal quinhentista, que ainda hoje se mantêm atuais. É também uma sátira feroz contra os grandes e os poderosos, não poupando os pecadores de condição mais modesta. Ao mesmo tempo que é uma meditação terrificante sobre os mistérios do «Além», é uma peça de franca comicidade. A encenação criou um espetáculo divertido e apelativo, sendo um dos momentos altos a interatividade com o público, o que provoca grande entusiasmo na assistência.

Maiores de 12 anos

Farsa de Inês Pereira
de Gil Vicente
Tendo como mote o ditado popular “mais vale asno que me leve que cavalo que me derrube”, Gil Vicente escreveu esta comédia de costumes retratando o comportamento amoral da degradante sociedade da época. Entre o «asno» e o «cavalo» do mote inicial temos Inês Pereira, a personagem principal, jovem casadoira mas exigente. O «asno» é Pêro Marques, o seu primeiro pretendente, que lhe é trazido por Lianor Vaz, alcoviteira típica da época. Pêro
Marques, morgado inculto, que nunca viu sequer uma cadeira, personifica a rusticidade. Inês recusa-o, pois pretende antes alguém que, à boa maneira da Corte, saiba fazer versos, cantar e dançar. Alguém como Brás da Mata, o segundo pretendente, que lhe é trazido por dois judeus casamenteiros. Contudo, consumado o casamento, Brás da Mata revela ser tirano, proibindo-a até de ir à janela e de cantar dentro de casa. Encerrada em sua própria casa, Inês encontra sua desgraça. Mas a desventura dura pouco, pois Brás da Mata torna-se cavaleiro e é chamado para a guerra, onde morre às mãos de um mouro. Viúva e mais experiente, Inês aceita agora casar-se com Pêro Marques. Aproveitando-se da ingenuidade deste, trai-o descaradamente quando é procurada por um ermitão, que fora seu antigo apaixonado. Marcam um encontro na ermida e Inês exige que o marido a leve ao encontro do ermitão. Para atravessar um rio que existe no meio do caminho, Pêro carrega a mulher às costas enquanto esta vai cantando uma canção alusiva à sua infidelidade e à mansidão do marido. Consuma-se assim o tema do
ditado popular, “Mais vale asno que me leve que cavalo que me derrube”.

Maiores de 12 anos

Aquilo que os olhos veem ou o Adamastor
de Manuel António Pina
Trata-se de um texto dramático sobre a passagem das caravelas portuguesas pelo cabo Tormentório e o encontro (lendário) com o gigante Adamastor, criado por Camões em Os Lusíadas, procurando-se, também, retratar a vida a bordo das caravelas durante os Descobrimentos. O protagonista é Manuel, um jovem portuense que é encontrado moribundo na angra de S. Brás, próximo do cabo da Boa Esperança. A história é contada, em finais do primeiro quartel do século XVI, pelo físico e astrólogo Mestre João, personagem histórica, que regressa a Portugal, velho e doente, depois de muitos anos no Oriente, e que, à passagem do Cabo da Boa Esperança, recorda os acontecimentos de que aí fora testemunha muitos anos antes, recorrendo-se a várias retrospetivas. A ação narrada por Mestre João, cirurgião de D. Manuel I, passa-se no mar, no interior de uma nau da frota de Pedro Álvares Cabral, que o mesmo Mestre João acompanhara na sua viagem, primeiro, ao Brasil e, depois, pela rota de Vasco da Gama à Índia. Regressando à Índia, a nau que leva Mestre João faz uma paragem na Angra de S. Brás para se abastecer de água. Aí, os seus marinheiros encontram um náufrago, Manuel, que conta uma história fantástica e terrível. A história de Manuel é dada em sucessivos flashbacks.

Maiores de 12 anos

Leandro, Rei da Helíria
de Alice Vieira
Inspirado na narrativa popular, com semelhanças ao enredo de Rei Lear de Shakespeare, esta peça conta-nos a história de um rei bondoso, duas filhas más, Amarílis e Hortênsia, uma filha boa, Violeta, e um bobo fiel. É assim o reino de Helíria! Tudo está em paz até ao dia em que o Rei tem um sonho muito estranho, que o leva a crer que está na altura de abandonar o trono.
Como não tem filho varão decide entregar o reino à filha que mais o amar. Para isso, cada uma deve exprimir, por palavras, os seus sentimentos por ele. Violeta, a filha mais nova, não encontra outra comparação senão a de que quer ao pai tanto como a comida quer ao sal. O Rei não entende esta medida de amor. Furioso, expulsa a filha, divide o reino em duas partes e entrega cada uma delas às suas outras filhas (Amarílis e Hortênsia). Mais tarde, estas acabam por expulsar o pai do reino de Helíria que agora lhes pertence. O Rei caminha durante anos com o seu bobo fiel por terras desconhecidas. Já velho, cansado e cego, vai ter, sem o saber, ao reino da sua filha Violeta, que entretanto se casou com o seu amado príncipe Reginaldo. Esta serve-lhe um manjar de comida sem sal. O rei acha a comida intragável e pensa ser uma conspiração para o envenenarem. Acaba por perceber, no entanto, que está no reino de Violeta e compreende, então, a falta que um bem tão essencial como o sal faz. O Rei reconhece o seu erro e pede perdão a Violeta, por não ter percebido que ela era a única filha honesta e que realmente o amava.

Maiores de 6 anos

Segunda a sexta-feira, às 10h30, 13h, 14h30, 15h

Os espetáculos são para grupos organizados e deverão ser marcados antecipadamente por telefone, através dos seguintes números:
Tel: 21 886 17 99 | 21 887 15 26/7 | Tlm: 91 850 98 82


Local: